terça-feira, 2 de julho de 2019

Eclipse

Hoje foi um dia de eclipse solar. Não estava ciente de que haveria um hoje, então não saí com nada que me permitisse olhar o sol ou assistir ao eclipse de forma segura. Me arrisquei olhar diretamente para o sol, tal como fazia nos meus tempos de primário, mas por bem pouco tempo. Um belo evento, mas não estou aqui para comentar sobre ele, mas sim sobre as reflexões que este trouxera a mim. Desde o inicio do dia percebi uma sensação diferente. E eclipses geralmente representam uma mudança de ciclo, ou melhor, o fim de um ciclo e inicio de outro. O universo é um relógio que possui vários ciclos para vários elementos que o compõem. Então para qual elemento olhar? Qual demarca qual tempo, ou ciclo, ou momento? Exotéricos, místicos, e outros dessa vertente se atentam muito aos astros para fazerem suas predições, porém não sou um deles. INTJs, apesar de todo o ceticismo, sempre tem uma inclinação para estes mistérios e comigo não seria diferente. A questão é que buscamos sentido em tudo, relação/conexão em todas as coisas, e tendemos a buscar isso até mesmo  nas pseudociências, misticismo e semelhantes, mas com aquele questionamento: é possível que seja real? Se for, como? Qual a relação? Somos dotados de uma fé cética, que acredita em algo, mas nunca inteiramente. Contraditório, mas uma realidade em nós. Podemos acreditar em algo, mas nunca inteiramente o cremos, sempre duvidamos, questionamos, buscamos (e precisamos) de uma prova de que aquilo que cremos é real. Há uma convicção em nossos corações, mas se não conseguimos provar, não conseguimos nos entregar inteiramente. 
O que eu gostaria de deixar aqui hoje é que o dia de hoje, com o reforço do eclipse solar, me trouxe a sensação de algumas mudanças por vir. Boas sensações. Eu tenho a convicção interior de que este dia de hoje traz o inicio de um bom ciclo com talvez algumas grandes conquistar. O eclipse solar é sempre tão mais claro que o lunar. Ano passado, próximo desta mesma época houve um eclipse lunar, mas a minha sensação era de duvida, mistério. Estranho como esses fenômenos mexem com meu humor, meus sentimentos interiores. A realidade é que provavelmente nada acontecerá, eu só estou movido por essas sensações.

Eclipses. Sempre tão belos. Sempre tão misteriosos...

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Aquilo que era é aquilo que há de vir

Salomão, em um de seus escritos comenta sobre isto que observou: tudo o que aconteceu no passado se repetia no presente, e o que acontecia no presente havia de se repetir no futuro. Hoje, alguns minutos atras depois de um fato triste q me aconteceu, eu comecei a pensar sobre isso e me pergunto: será mesmo esse o destino de todos nós? Será que estamos fadados aos mesmos ciclos de alegria e dores por toda a nossa vida? 
Há tempos atrás, quando eu me preocupava com essas questões filosóficas, eu poderia responder esses questionamentos. Hoje não sou capaz. Só me resta acreditar que a sorte pode mudar um dia e alguns ciclos ruins se quebrem. 

sexta-feira, 27 de julho de 2018

A dança dos astros

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Sombria ela surge, rubra no céu
Envolta em trevas, faz desta seu véu
Espetáculo és para nosso tropel
Que trazes consigo, sorriso ao léu?

Este que vem contigo é Marte
Aquele que chama a guerra de arte
Vermelho sangue é o seu estandarte
Que trazes consigo, em seu talabarte?

O sorriso da noite se vestiu de vermelho  
Pra combinar com Marte, seu companheiro
Juntam-se hoje para sua dança dos astros
Constrangem olhos, perplexos, admirados
Antes de entregarem a noite aos fogos naturais
Delta Aquarídeas Austrais


terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Sobre os dois poemas anteriores

Como dito anteriormente, estaria postando alguns poemas antigos que por algum motivo eu não os postei aqui. Eu pensei em postar a data que os escrevi, talvez assim quem os lesse saberia se ele fala sobre algo que vivenciei ou observei nos dias atuais ou no passado, mas decidi por não fazer isso. Mais por preguiça, e também não vejo importância no ter que dizer quando foi escrito, até porque nem tudo o que eu escrevo aqui é ao meu respeito. Ambas as postagens abaixo (datadas do mesmo dia desta) foram escritas  tomando a perspectiva de outra pessoa. Em um deles (ambições), tomei a visão da humanidade em geral e seus desejo por bens materiais, construir cada vez mais patrimônio muitas vezes apenas por possuir, ou para exibir e se passar por superior às outras pessoas. O outro (andarilho) foi escrito da perspectiva de um personagem criado, mas que poderia existir em algum lugar. Alguém inventado, um personagem criado em minha mente apenas para para criar os sentimentos e angustias vividos por aquela pessoa (inventada) e transcreve-los naquele momento. Este fato me remete a beleza da escrita. É como li em algum lugar mas a respeito da leitura. Quando lemos, vivemos outras vidas sem sair do lugar. Se para o leitor é assim, tanto mais o é para o escritor. O escritor cria o personagem, vive o personagem, seus medos, inseguranças, alegrias, vê suas memorias, se molda, se transforma completamente na criação de um personagem, sem deixar de ser quem ele é. E isto é algo belo!  

Andarilho

Nas noites a vagar em busca da eterna solidão
Caminhas por horas sem qualquer direção
Vivenciando toda aquela velha dor e sofrimento
Dos seus dias passados em tormentos

Ainda que queira negar a verdade
Não pode fugir da realidade
Aquilo que era é aquilo que há de ser
Será alguém que jamais quis conhecer

Buscando por todas as respostas no passado
Encontra apenas culpa por ter errado
Fez de si mesmo um rosto envergonhado

Ambições

O que nos move?
O que nos faz crescer?
Vivemos num mundo
Onde a grandeza é o maior objetivo
O desejo de ser mais
De ter mais
Conquistar cada vez mais
Esta é a maior regra
Está no ser humano
É do ser humano
O desejo mais humano
A ambição

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

A mutabilidade do atrativo

Estava pensando esses dias sobre como nossa percepção sobre as pessoas e coisas mudam ao longo do tempo. Mais especificamente, estava pensando em como algumas pessoas que nos atraiam antes deixam de atrair, enquanto outras que em nada chamavam nossa atenção começam a receber grande admiração de nossos olhos. 
Então você se pega observando aquela pessoa por quem morria de amores e admiração e se pergunta: O que eu vi nessa pessoa? Enquanto outras pessoas olhamos e nos perguntamos: Como nunca reparei nela antes?
É logico que isso não é uma lei que sempre irá acontecer. Haverá aquelas pessoas que nunca vão nos atrair, e aquelas que jamais deixarão de nos atrair, mas este não é o caso agora. A realidade é que ao longo do tempo nós mudamos, amadurecemos, mudamos nosso conceito de belo, de atraente, e as outras pessoas também. E tem o fato que as vezes não conhecemos o outro a fundo a ponto de perceber outras características que serão as responsáveis por nossa mudança de opinião. 
E aonde eu quero chegar com isso? Lugar nenhum. É apenas uma reflexão boba que me ocorreu nestes últimos dias e estou aproveitando pra retomar meu habito de escrita.  

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

2018 - Novos rumos

Iniciando agora 2018, estou retornando as minhas escritas. Se ficarão boas? Não acredito, pois já não escrevo com tanto afinco e já não consigo mais colocar aquela profundidade de sentimentos nas palavras. O que eu sei é que pretendo retomar minhas escritas aqui e no outro blog de maneira periódica, e acredito que conseguirei por alguns fatores ai. 
Agora, sobre esses dois últimos anos (4 anos se for analisar mesmo) que não tenho escrito por aqui, muita coisa se passou. O que eu sei é que cheguei num momento chave, onde meu foco parece que finalmente está no lugar certo, e pretendo manter assim de agora em diante. Não sei se atingirei todos os objetivos traçados para este ano, mas eu sei que vou persegui-los a maneira do possível. 
Sobre meus poemas, eu sei que tenho alguns perdidos nas minhas pastas escritos nesses últimos dois anos e é bem provável que eu os poste em breve. 
O que é certo é que uma nova fase se inicia, uma nova etapa, com novos desafios e novas metas, mas com vários níveis upados para dar conta do desafio. E assim será.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Atualizando... Novamente...

Depois de um longo tempo inativo neste blog (e no outro), decidi retomar as postagens neste ano de 2017. Acredito que tenha perdido o tato para escrever poemas e reflexões, e até para o ato de escrever em si, então já espero algo bem raso e abaixo do que eu estou acostumado (não que eu acredite que seja lá essas coisas). 
Enfim, nestes últimos dois anos houveram drásticas mudanças no meu jeito de ser, na minha vida em geral e consequentemente minha maneira de pensar acerca de diversos assuntos fora completamente reformulada. Outra coisa que percebi é que jã não consigo colocar aquele sentimento e melancolia nas palavras como antes fazia, tenho estado feliz demais para isso. O que há de ser neste blog daqui em diante? Não tenho ideia. Talvez eu escreva algum poema vez ou outra apenas para postar aqui, ora crie coragem e poste alguns dos que já tenho escrito há algum tempo. Tentarei também fazer algumas reflexões sobre acontecimentos atuais (às postagens). Planos e mais planos. 
Creio que seja importante para mim manter a escrita aqui, para manter minha mente sempre funcionando e exercitar meu criticismo construtivo. Eu pensava em manter apenas o outro blog, mas decidi usar este aqui para expressar reflexões e poemas e dar um proposito mais direto para o outro, que seria compartilhar estudos e devocionais cristãos. Assim, um tem o proposito de expressar, o outro edificar. Que assim seja. 

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Palavras ao acaso

Imutável efêmero momento
Em sua metamorfose eterna
Compraz em fazer externa
O mais interior sentimento

Dizendo eu palavras ao acaso
Juntas em belas construções
Dispersamente em contradições
Aprofundo um poema raso?

Com tantas dúvidas em mente
As horas se foram rapidamente
Em tudo que nos colocamos a fazer
É necessário um proposito haver?
Minha resposta?

Não...