Que rara pedra encontraste? Que raio de luz é esse que de ti emana?
Cega-me, destitui-me da visão.
Não mereço ver, não mereço sequer ver-te.
Não mereço o alimento que provém de suas mãos.
Que me cegue. Que me mate a dor.
De que adianta viver, se sua beleza não puder apreciar?
De que adianta respirar se em teu corpo não puder me afogar?
...
De que adianta poder ver e não poder tocar?
De que adianta apenas poder lhe desejar?
Prefiro a morte que viver a suspirar, a sussurrar, seu nome ao vento. A esperar e esperar.
Sem um dia sequer, deixar de desejar.
Escrito por Von Souza
http://pensamento-insano.blogspot.com/
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